Poemas Nada – Feira Plana

A Rébus Poemas Nada – Baleia bus com poemas inéditos do movimento filosófico-poético nadaísta da Colômbia,  será lançada na Feira Plana que começa amanhã e vai até domingo. Poemas de: Alberto Escobar, Amílcar Osorio, Gonzalo Arango, Jaime Jaramillo Escobar, Jan Arb, Jotamario Arbeláez, María de las Estrellas e Raquel Jodorowsky.

Plana Festival, volta ao NADA 

Festival Internacional de Publicações de São Paulo
23 a 25 março 2018
Cinemateca Brasileira – Av. Ipiranga, 200 – loja 54 – Centro, São Paulo

 

 

 

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Tantão na Berlinale

O filme “Eu Sou o Rio”, de Gabraz e Anne sobre o Tantão foi selecionado para a Berlinale e lá fomos nós pra Berlim todos juntxs. Em 2013, quando fui pela primeira vez na casa do Tantão fazer uma das várias entrevistas para a Rébus – O Abecedário do Tantão, ele estava de volta de um rolê em BH com o Gabraz e a Anne: “Eles vão fazer um filme sobre mim!”. Estava feliz. Nem imaginava o que estava por vir. O filme teve várias exibições calorosas tanto na Berlinale como em certos kinobares charmosos e produzimos também uma exposição do Tantão com happenings no Premarts (participação dos artistas Jonas Ohlsson e Baba Eletronica e curadoria Luiza Schiavo). Como foi dito num dos debates do Forum Expanded: “Nós aprendemos muito sobre amizade!”.

Eu sou o Rio, com Carlos Antonio “Tantão” Mattos
Roteiro e direção Gabraz Sanna, Anne Santos
Fotografia e edição Gabraz Sanna
Trilha sonora tantão e os fita, DEDO, black future
Som e edição de som Anne Santos
Design Samira Motta
Produção Gabraz Sanna, Anne Santos, Thais Medeiros
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Ação, Denise Levertov

Eu posso deixar aquela história
Eu posso deixar meus óculos
Eu posso deixar as listas imaginárias
Do que esquecer e do que deve ser
feito. Eu posso sacudir o sol
dos meus olhos e deixar tudo
na areia quente, e cruzar
a sussurrante soleira e caminhar
até o mar cristalino, e flutuar lá,
meus cabelos compridos flutuando, e os peixes
desaparecendo ao meu redor. Água profunda.
Pouco a pouco, a gente começa a saber
os limites e as profundidades do poder.

Denise Levertov / tr. Thais Medeiros
BAILARNOS_low

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Premissas, Yayoi Kusama

Por que todo mundo me perturba quando eu faço um happening em um espaço público? Por que há tantas dificuldades? Por que a maior parte da polícia americana interpreta mal minhas tentativas libertárias? Porque eles trabalham com sistemas jurídicos ultrapassados ​​e códigos morais antiquados, eles pensam que eu sou uma ameaça para a sociedade, e eu sou. Sou uma ameaça para a sociedade como ela é.

Quando, por exemplo, eu fiz um happening do lado de fora da Catedral de St. Patrick durante uma missa, eu o chamei de “Festival Fálico”. Eu acho ridículo homens e mulheres esconderem os seus corpos, especialmente quando visitam o seu Criador. Logo que cheguei, fui cercada por quatro carros de patrulha e quarenta policiais; então mudei o nome do happening para “Festival Fálico da Polícia de Keystone”. Os policiais ficaram irritados porque eu estava na frente da Catedral me oferecendo para pintar falos. Ninguém podia tirar a roupa por causa da polícia. Que ridículo! Vivemos no século XX, mas a Catedral de St. Patrick ainda está no século XV, arquitetônica e filosoficamente.

Apesar dessas difíceis condições, mais de duas mil pessoas revolucionárias de todo o mundo têm tirado suas roupas em público para se libertar. Eu recebo centenas de cartas expressando admiração ou interesse pelo meu trabalho, além de telefonemas diários de pessoas que gostariam de participar dos meus happenings. Mas, porque vivemos em um estado policial, meus convites nem sempre podem ser aceitos por todos.

Eu acho que a publicidade é vital para o meu trabalho porque é a melhor maneira para me comunicar com o maior número de pessoas: é um dos aspectos mais importantes da Mixed Media Art. A Mixed Media Art, que está se tornando tão importante para o mundo da arte internacional, está sendo divulgada por mim. Por isso, eu chamo as minhas manifestações de press happenings. Os artistas que sentem que suas ideias são dignas de comunicação devem ser a favor da publicidade, boa ou ruim, mas nunca indiferentes. A publicidade é parte da minha arte. Milhões de pessoas já viram meus happenings na televisão. A vida reclusa de Van Gogh e Modigliani não vale mais a pena. Um artista de vanguarda não deve romantizar, é – arte é real – é aqui – e é AGORA. A arte é o seu ambiente e um artista deve usar todos os seus aspectos para se comunicar. Eu uso a comunicação de massa como os pintores tradicionais usam tintas para suas telas. E nego completamente a condição de espectador da arte.

Escolhi as bolinhas como um motivo porque os círculos são muito simples, fáceis de serem trabalhados e imediatamente reconhecíveis. Resumindo, as bolinhas comunicam e meu tema principal é a comunicação com as pessoas. Meus happenings implicam em um elemento de tempo: a reação das pessoas, o que elas, a imprensa e a polícia fazem, e todos os telefonemas que se seguem, são espontaneamente parte do happening. Às vezes, uma reação violenta pode aumentar a emoção e o drama de um happening. E pode criar tensões que são muito importantes para qualquer experiência de vida, não importa qual seja a consequência.

Yayoi Kusama, 1969. Publicado originalmente no jornal Kusama Orgy, Vol. 1 No. 2

Tr. Thais Medeiros, Rébus 4. Rio, 2012.

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A propósito do Dia de los muertos

(Sem Título)

Tesouras

de luz

arranham a órbita dos

meus olhos

limpam as linhas

do meu crânio

Modelam

detalhes

dos outros

(história de entrar

na matéria)

– Plata, tendões,

Músculos –

Construções

passageiras

de uma paisagem

De um sonho,

um rio

de mim-mesmo.

Jorge Hernández Piel Divina, Perros habitados por la voces del desierto (2014).

Tr. Thais Medeiros (2016)

❥☠❥

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O verão do urso flutuante 

Há alguns meses, eu (Thais Medeiros) e Luiza Leite estamos no Escritório Cosmos trabalhando no editorial de uma publicação em homenagem à Floating Bear, uma newsletter/revista underground que foi editada pela Diane Di Prima durante uma década (1961-1971) em parceria com o poeta LeRoi Jones (mais tarde conhecido como Amiri Baraka). Tinha de tudo nessas paginazinhas grampeadas e enviadas gratuitamente por correio para uma lista de coreógrafos, poetas e artistas visuais: coisas inéditas da geração Beat, Black Mountain, New York School  [Bill Berkson, John Ashbery, Jack Spicer, Denise Levertov, John Wieners, Frank O’Hara, Lenore Kandel, Kenneth Koch, Anne Waldman, Charles Olson, além de traduções (Brecht, Cendrars, Emily Bronte etc!)] e outros poetas ótimos que nós não conhecíamos, além de textos experimentais [peças de um ato só, contos, críticas e outras coisas inclassificáveis]. Convidamos alguns poetas e tradutores entusiasmados para um mini mutirão de tradução para essa publicação que será bilíngue e lançada em breve!

O Escritório Cosmos fica na Rua México, 41 sala 1803, Centro, Rio de Janeiro.

IMG-1641.JPG

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Rébus em Plovdiv, Bulgária

Abre hoje à noite a exposição “Attention! Promised Place – Contesting Common Grounds”, no FLUCA – Austrian Cultural Pavilion – NIGHT/Plovdiv 2017, com obras de artistas de vários países unidos pelo discurso sobre o espaço urbano como diálogo e local de interações transculturais.

Opening tonight “Attention! Promised Place – Contesting Common Grounds”  at FLUCA – Austrian Cultural Pavilion – NIGHT/Plovdiv 2017, with works by artists from several countries, united by the discourse about urban space as a dialogue and a location of transcultural interactions.

com/ with Elke Auer & Esther Straganz, Lucas Bambozzi, Silvio De Camillis Borges & Igor Vidor, Veronika Burger, Marie Carangi, Emilio Domingos, Marc-Alexandre Dumoulin & Baptiste Elbaz, Female Obsession, Markus Hiesleitner, Anna Jermolaewa, Thais Medeiros, Michail Michailov, Jakob Neulinger & Noushin Redjaian/Soap&Skin, Kadija de Paula & Chico Togni, Juliana Dos Santos, Axel Stockburger, Kosta Tonev.

“Attention! Promised Place – Contesting Common Grounds”  15 – 30 September 2017

http://fluca.info/

 

 

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