Rébus 8 Em breve!

Rebus8_Divulgacao_bx.jpgEsta edição da Rébus apresenta o diálogo entre artistas e poetas contemporâneos e as publicações Signals Newsbulletin, editadas por Paul Keeler e David Medalla, em Londres, nos anos 1964-66. Esses ‘boletins’, em formato de tablóide, traziam a cada número matérias sobre arte e poesia de diversos lugares do mundo, além de dar destaque aos artistas participantes de exposições individuais ou coletivas na galeria Signals, cujo diretor era também o Paul Keller. Chama atenção, ao folhear essas edições, a quantidade de poemas publicados na língua original: francês, espanhol, português, grego, e a quantidade de traduções de escritos de arquitetos, cientistas, pensadores. Os críticos Guy Brett e Jean Clay faziam parte do círculo editorial e foram, assim como David Medalla, muito importantes para a divulgação da arte brasileira fora do Brasil – especialmente nos anos 60. Guy Brett, por exemplo, chegou a publicar nesse jornal com o pseudônimo de Gerald Turner um artigo sobre Sérgio Camargo (ed. 5, 1964). Lygia Clark e Sergio Camargo foram os primeiros artistas brasileiros a ter destaque na publicação, mas Hélio Oiticica, Mira Schendel e tantos outros também tiveram artigos dedicados as suas obras.

Colaboraram nessa edição: Alê Souto, Alessandra Vaghi, Claudia Hersz, Gab Marcondes, Lu Briotto, Luiza Leite, Mark Philipp, Maya Inbar, Michelle Sommer, Rosane Carneiro, Tatiana Podlubny, Virna Teixeira, Wallace Masuko.

Concepção, projeto editorial e traduções: Thais Medeiros

Design gráfico: Icaro dos Santos

 

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A Casa do Medo

Leonora Carrington, 1938
Tr. Thais Medeiros

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MM Contrataca

“Meu nome é Sonia Lemos, muito prazer pra quem não me conhece, vulgo MC Xuparina. Sou ex atriz..teza da família, e é isso, sou ex atriz, ex bailarina, e estou aqui tentando a minha vida cantando funk. Fui pra Europa, voltei fudida obviamente, mas to aí, no mundo todo, no Brasil todo, cantando funk, depois de ter estudado 5 anos uma faculdade de teoria teatral lá na Urca – sou formada gente! Palmas para a formação!! Sou formada e estou aqui cantando funk por todo o Brasil, e tenho leituras e leituras. Me dediquei muito a Brecht, quem me der uma brecha eu canto/ Kant, eu canto/ Kant mesmo! E estou aqui fazendo vernissage para os artistas plásticos do Rio de Janeiro, aquela coisa. E pra continuar,…

– Alguém sabe aqui o que que é Xuparina? Não!? Então vamos lá, cartilha da xupação:
Xuparina – meninas e meninos que chupam meninas;
Xuparoca – meninos e meninas que chupam….meninos;
Xupariroca – meninos e meninas que chupam meninos e meninas.

– Xupa-ninguém?Xupa-caô? A partir dessa cartilha vc pode xupar nemo, vc pode xupar artista…diretor, cantor, editor, vc pode xupar a porra toda!! Xupa tudo! É o mundo aberto de xupação”

(Plano B, maio 2010, Despedida da Xupa pra Berlim)

Mc Xuparina

Amiga, talvez exista alguma forma de falar sobre a sua partida, mas me falta agora. Por isso fui ao mar ontem e levei flores, pra me sentir perto de você, fazer algo que eu sei que vc adoraria.  Te amo muito e suas risadas estarão gravadas no meu coração pra sempre.    <3 <3

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Lastro em Campo, SESC Consolação

Situações de leitura é uma instalação em forma de oferenda pública:  textos impressos em serigrafia são colocados sobre mesas e comidas são servidas. O trabalho já foi realizado em diversas ocasiões, principalmente em espaços públicos, procurando dialogar ou revelar tensões destas localidades (feiras livres, festividades populares, rua, praça, eventos de arte). Aqui, o impresso Situações de leitura trabalha os altares de oferenda e festas do Dia de los muertos – celebração popular mexicana. A saber, o ritual de Santa Muerte também representa o sincretismo mexicano entre a igreja católica e os rituais pré-colombianos. Para essa exposição, foram selecionados poemas do grupo infrarrealista mexicano, praticamente inéditos no Brasil – e alguns desses poemas foram traduzidos. A morte aparece nesses poemas, porém não se tratam de poemas sobre a morte. São poemas para serem lidos enquanto se come o pan.

Poemas de Mario Santiago Papasquiaro, Juan Esteban Harrington, Pedro Damián Bautista, Jorge Hernández Piel Divina, Ramón Méndez Estrada, Bruno Montané Krebs, Cuauhtémoc Méndez Estrada, María Guadalupe Ochoa Ávila
Traduções e projeto editorial Thais Medeiros
Pan de muerto que La Mano amassou por Kadija de Paula
Design do impresso Icaro dos Santos
11/05 – 30/07
R. Dr. Vila Nova, 245 – Vila Buarque, São Paulo

 

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Lançamento do livro duas luas em um céu vermelho,  Van Holanda.

VII

cor de mercúrio.

se você fosse uma pedra,

teria cor de mercúrio.

e completaria três rotações

em torno de seu eixo a cada duas órbitas.

e a sua superfície rochosa

iria se vaporizado a tais temperaturas,

formando uma atmosfera de vapor de rocha

que inundaria todo o ar da planície de mares

que corta nossos pulmões

viraria sal.

se você fosse uma pedra, viraria sal

uma montanha de sal no meu peito.

Editora Rébus, março de 2016

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After/Words, Patti Smith

POSFÁCIO

eu fui levada a um anfiteatro miniatura de porcelana branca. os azulejos do chão zumbiam como uma escultura cinética, oscilavam como as cores de Vasarely. as colunas formavam um largo retângulo. no centro havia uma superfície de mármore c/ uma balsa de couro. eles a deitaram sobre a mesa. um cone verde entrou pela claraboia, perfume de rosas pela janela, seu traje estava coberto c/ pétalas. ela era toda mulher da história, cada ventre em risco. eu me olhei no espelho. eu dei à luz a Alexandre, eu fui sua amante. uma máscara de guerra surgiu em meu rosto, cortes ocre e cor de lavanda. a mulher c/ a crina castanha montou sobre ela. suas mãos delicadas trabalhavam em pequenos milagres. tênues tubos de celuloide eram inseridos depressa nos poros da vítima, uma virgem. as cânulas eram tentáculos fundindo-se c/ suas veias, seus sonhos, e mais profundamente, na luz virginal, a piscina abaixo da memória. o fluxo rubi onde nenhuma palavra se forma. a rainha era uma deusa que amarrava em si mesma um mecanismo de amor – um dispositivo projetado para a penetração. um cilindro pontiagudo de joia entrelaçada. eu resisti o quanto pude. eu era o trono que ela montava. eu era a semente do destino, o orgulho do reinado. primeiro a picada, a luz, e depois o beijo. uma torrente de vapor e eletricidade libertava-se. eu não podia resistir, seu rosto sintonizava c/ o meu. o ímpeto e a síbila de um mamífero submergia.

– o que você quer de mim? ela disse

– contorcendo-me, eu chorei – desejo!

– o que você quer de mim? eu perguntei.

– linguagem, ela disse, linguagem.

tr. Thais Medeiros (Rébus 6, 2015)

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Cinepoema

Cinepoema, mostra de filmes de poesia e arte.

Organizado pela Rébus e Gab Marcondes 

Domingo, 20 de Setembro de 2015

n’ O cluster – Casa da Glória, Rio de Janeiro

Filmes:

Abra, Gab Marcondes

O Retorno à razão, Man Ray

Grafitte, Bruno Vianna

Oh Taste and See, Thais Medeiros

Hand catching lead, Richard Serra

Nefelibata, Claudia Herz

Poema diluído, Gab Marcondes

Contramaré, Elisa Pessoa

Palindrome, Zata Banks

Three transitions, Peter Campus

Mata mata , André Vallias

Jogo da dança, Nadam Guerra

Eu vejo o que eu era, Gab Marcondes

Ócio, Marion Naccache

Cinco Poemas, Christian Caselli

Coleurmestible, Priscila Guedes

Filmes-diários, Ícaro Lira

La mujer que voa, Tatiana Dager

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