Ação, Denise Levertov

Eu posso deixar aquela história
Eu posso deixar meus óculos
Eu posso deixar as listas imaginárias
Do que esquecer e do que deve ser
feito. Eu posso sacudir o sol
dos meus olhos e deixar tudo
na areia quente, e cruzar
a sussurrante soleira e caminhar
até o mar cristalino, e flutuar lá,
meus cabelos compridos flutuando, e os peixes
desaparecendo ao meu redor. Água profunda.
Pouco a pouco, a gente começa a saber
os limites e as profundidades do poder.

Denise Levertov / tr. Thais Medeiros
BAILARNOS_low

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